sábado, 30 de maio de 2015

Meu amigo diferente é especial



A própria palavra preconceito, que segundo o dicionário significa conceito antecipado e sem fundamento, nos remete a pensar como e porque, em muitas ocasiões, atitudes preconceituosas são predominantes, principalmente em nossa sociedade atual, onde a beleza e a imagem são requisitos tão importantes para uma vida normal. Normal? O normal é ser diferente, é sermos nós mesmos sem estereótipos, sem um padrão predominando, sem aquela ânsia por ser igual a todos. Seria terrível viver numa terra onde as diferenças não existissem, onde todas as pessoas possuíssem o mesmo rosto, as mesmas cores e cortes de cabelos, olhos, roupas, gostos, sentimentos etc.

A monotonia tomaria conta e quem sabe até, as pessoas dessa terra tão igual, nem sequer se desenvolveriam, porque não há maior impulso na vida de um ser humano que a competição e a necessidade de superar seus ideais. A impressão digital, por exemplo, é única. Cada ser humano é dotado dessa exclusividade. Ser diferente é normal, é ter ideias, sentimentos e hábitos únicos. A mídia já foi responsável pela exploração desenfreada de nossa imagem. Cada vez mais a intimidade das pessoas é exposta na televisão, nos jornais, na internet etc, mas o padrão é sempre seguido, a moda, principalmente das novelas são vistas em vitrines na manhã seguinte. De fato, temos dificuldades em lidar com as diferenças dos outros e a aceitá-las, sejam elas visíveis ou não. Contudo, a diferença não pode só ser vista pelo lado negativo. Quantas vezes não gostaríamos de ser diferentes... De nos distinguirmos por esta ou por aquela qualidade que não temos. E quando temos uma diferença desejaríamos não tê-la, porque ela nos distingue nos discrimina... Faz com que olhem para nós com pena e outras vezes com indiferença.

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