A própria palavra preconceito, que segundo o dicionário
significa conceito antecipado e sem fundamento, nos remete a pensar como e
porque, em muitas ocasiões, atitudes preconceituosas são predominantes,
principalmente em nossa sociedade atual, onde a beleza e a imagem são
requisitos tão importantes para uma vida normal. Normal? O normal é ser
diferente, é sermos nós mesmos sem estereótipos, sem um padrão predominando,
sem aquela ânsia por ser igual a todos. Seria terrível viver numa terra onde as
diferenças não existissem, onde todas as pessoas possuíssem o mesmo rosto, as
mesmas cores e cortes de cabelos, olhos, roupas, gostos, sentimentos etc.
A monotonia tomaria conta e quem sabe até, as pessoas dessa
terra tão igual, nem sequer se desenvolveriam, porque não há maior impulso na
vida de um ser humano que a competição e a necessidade de superar seus ideais.
A impressão digital, por exemplo, é única. Cada ser humano é dotado dessa
exclusividade. Ser diferente é normal, é ter ideias, sentimentos e hábitos
únicos. A mídia já foi responsável pela exploração desenfreada de nossa imagem.
Cada vez mais a intimidade das pessoas é exposta na televisão, nos jornais, na
internet etc, mas o padrão é sempre seguido, a moda, principalmente das novelas
são vistas em vitrines na manhã seguinte. De fato, temos dificuldades em lidar
com as diferenças dos outros e a aceitá-las, sejam elas visíveis ou não.
Contudo, a diferença não pode só ser vista pelo lado negativo. Quantas vezes
não gostaríamos de ser diferentes... De nos distinguirmos por esta ou por
aquela qualidade que não temos. E quando temos uma diferença desejaríamos não
tê-la, porque ela nos distingue nos discrimina... Faz com que olhem para nós
com pena e outras vezes com indiferença.

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